domingo, 1 de abril de 2018

Encontros com encontros

Visitei recentemente um dos seres humanos mais incríveis que conheço. Não a via há um ano, e nesta sociedade em reforço contínuo da estupidez, da vida leviana, sem espírito crítico, objectivos ou sentido de responsabilidade, foi uma autêntica lufada de ar fresco, que despertou as melhores e mais valiosas sensações. Dizem que "um café com um amigo é uma das melhores terapias do mundo", e é bem verdade.

No meio de tudo isto, e com alguma partilha de ideias sobre música, e até aproximação ao "Spotify", o qual tenho renegado, reencontrei uma faixa que me ia ecoando já muito desvanecida na mente há imenso tempo. Pensando eu que nunca mais a encontraria, por não ter, sequer, noção de um pedaço de letra, mesmo sabendo que era maravilhosa, a verdade é que neste encontro, entre risos, sorriso e gargalhadas, lá consegui, de novo, ouvir o "Outro Lugar", de "Toco".


quarta-feira, 28 de março de 2018

Desabafos ao telefone

"F%#!-se pá, p#$A que pariu o gajo meu, f%#!-se! Cum c$%&lho pá!
Estou-lhe com um pó que não imaginas,
F%#!-se, cum filha da p#$A, que c$%&lho de gajo chato pá, burro da m(%&a filha da p#$A, c(%$ão do c$%&lho meu! F%#!-se, aiii santa paciencia cum filha duma granda p#$A! F%#!-se!

5 - F%#!-se
1 - P#$A que pariu
3 - C$%&lho
2 - Filha da P#$A
1 - Filha duma grande P#$A

12 asneiras em 51 palavras. 23,52% de palavrões. Não está mau, se o visado ouvir kizomba, consegue-se um desabafo a rondar os 50%

segunda-feira, 19 de março de 2018

Elogios vazios

Nunca hei-de entender muito bem esta necessidade, muitas vezes, vazia, de tecer elogios, honras e palavras bonitas em dias festivos, publicamente e em redes sociais, a pessoas singulares.

Acho parvo. É só uma opinião, e vale o que vale, mas não será mais interessante chegar a casa, ou fazer uma visita, e no acolhimento e discrição do lar, fazer as devidas honras a quem nos é especial, único e infinitamente importante?

Compreendo a exposição com intuitos de humor, ou no caso de pessoas que já não se encontram entre nós, num aspecto de homenagem "para além" da área terrena (mesmo eu, sabendo que não há vida para além da morte, compreendo este ponto). Agora, a exposição de palavras, frases, e derivados, publicamente, dirigidos a uma só pessoa, não faz sentido. Soa a um massajar do ego, misturado com uma injecção de "boas práticas e boas pessoas" directamente na veia, sem dar muito trabalho.

Assim todos acham que somos os fofos, enquanto voltamos a colocar o Smartphone no bolso.




quarta-feira, 14 de março de 2018

Stephen Hawking deixou de existir

Morreu Stephen Hawking.

Numa era em que o mundo está a "emburrecer", e a estupidez a emergir sem travão, assisto ao desaparecer daqueles que o clarificaram, o mudaram, e o tornaram mais mágico. Stephen Hawking foi, sem dúvida, o impulsionador do meu profundo gosto pela física e astronomia, e também pela vida. Stephen, com uma doença degenerativa desde os 21 anos, conseguiu demonstrar ao mundo que nenhuma limitação é suficientemente grande, para não o mover. Ganhei admiração a cada frase, livro, ou história que li. Há uma livraria inteira a dizer sobre esta mente brilhante, na qual só consigo reconhecer qualidades. A sua sabedoria vai fazer imensa falta ao mundo, e este acontecimento não me permitirá cumprir um dos meus sonhos - conhecer, pessoalmente, Stephen Hawking. Hoje, o mundo, ficou mais estúpido.


"All we need to do, is make sure, we keep talking"

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Correctores Ortográficos

Hoje acordei a pensar nos correctores ortográficos dos smartphones que por aí habitam. Corta-me o coração pensar nos desgraçados em pânico enquanto entram em depressão: "Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? O que faço aqui?".
I agora bou ir trabalhar k logo teinho k ber a TVI e oubir uma kizombada!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Quem traz e vem de trás

Aquele que TRAZ por TRÁS das costas uma faca para assassinar a gramática portuguesa, devia ser proibido de se exprimir por escrito ou por voz. Bastava TRAZER um pau e um isqueiro, para, ATRÁS de um qualquer canto, comunicar por sinais de fumo.